domingo, 26 de abril de 2009

sentir sem ti (um longo olhar)


vai embora quantas vezes for preciso
até que um encontro possa merecer
a atenção...o coração...
ou até quando for possível suportar
ingratidão...indiferença...
que sempre confunde a sua cabeça.

mesmo sendo possível sentir de novo
pouco espaço, um calor e esse sopro
que renova...esgota...
que engana somente enquanto durar
o desejo...a satisfação...
e se desfaz em mais uma decepção.

é muito esforço encontrar mais forças
pra recomeçar de novo mais um novo
roteiro...desfecho...
para as mesmas histórias cotidianas
de infância...fictícias...
donas das mais belas remissivas.

ainda assim deve ser sim bom insistir
em continuar passageiro de sonhos
sem fim...sem fim...
sem um co-piloto com quem possa
se orientar...compartilhar...
um horizonte curto de um longo olhar.


by Dan Praseres (26-27/04/2009)

sábado, 11 de abril de 2009

O MEU ARCO-ÍRIS


Pingavam gotas d'água até então
Inundavam de incertezas o que agora acabou,
E pingam gotas de luz, não em vão,
Pois colore o caminho de cores para onde eu vou...

Então voo e vou encontrar esse tesouro
De riquezas tão fáceis de admirar
Que faz brilhar até mais que ouro,
Que faz esse rosto muito mais iluminar.

Uma rica formosura
Rica em belas texturas
Muito mais rica em doçura
Faz de tudo uma mistura:
A minha palavra...na sua risada...
Os meus olhos...em sua beleza...
Aonde eu vou...onde você chega...
O meu arco-íris...em sua presença!

(by Dan Praseres in 10/04/2009 - 23h)

sábado, 22 de novembro de 2008


"A VIAGEM"
Cia Quanta de Teatro
Coordenação de texto: Cláudio Lopes
Direção geral: Jefferson Primo

Datas: 11,12 e 13 de Dezembro de 2008
Horas: 22h
Local: Cinema do Centro Cultural de Rio Claro/SP

Apresentando: Arlinda Franco
Elenco: Cláudio Lopes, Alynne Arins, Lucylli Alves, Lázaro Maciel, Vall Morari, Luana Menezes e Dam Praseres

Entrada Gratuita
Classificação Livre

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

ESQUECE

esquecido verso que se perdeu em sentimento;
percebida falta que faz uma presença
e revida ausência em um breve momento.

retoque do começo de um sonho bonito;
perdido sonho íntimo da esperança
e guardado espaço para leves risos.

é tão simples assim um sim para si,
sorrir, chorar sem precisar
de uma razão...
apenas acreditar que nada é em vão.

passado escrito repetido que se perde;
soa palavra renovada em verso esquecido
e renovado presente que esta voz pede.

sequer cantar precisa ser verdadeiro;
particípio, futuro de um desejo
e recolhido verdadeiro esquecimento.

(by Dan Praseres in 15-09-2008 - 18:00h)

domingo, 29 de junho de 2008

ZARATUSTRA

É esse o nome provisório deste grupo de amigos que se reune em apresentações que brindam os expectadores com ótima música, poesia, teatro, enfim, cultura.
Poderia ser suspeito para fazer qualquer comentário, por ser amigo de três dos quatro integrantes, mas a performance da banda Zaratustra de Rio Claro/SP é mais que mera cantoria, mas a conjugação bem elaborada de vários segmentos artísticos da cultura brasileira, com elementos teatrais, e que inclui um repertório musical que vai desde os clássicos dos Secos e Molhados até a MPB renovada do Cordel do Fogo Encantado, passando ainda por Lenine, Zeca Baleiro, entre outros, levados aos apreciadores da arte com muita percurssão e cordas.
Além disso, a banda Zaratustra vem encantando seu público (que tem se mostrado bastante receptivo) pelo carisma de seus integrantes, também, por sua sensibilidade ao criar, literalmente, um palco de alegria, energia e interação com o público de todas as tribos e idades. Enfim...quem tiver oportunidade de ir ao show, vá! Vale a pena! (EM BREVE TEM MAIS!)
by Danilo Maramaldo

quarta-feira, 7 de maio de 2008

SE FÔ DA PARTE OU TODO

cansei de palavras apenas,
cansei de ouvir a penas,
cansei de falar e não dizer nada,
cansei de apenas palavras ritmadas...
quero mais que isso...
quero escrever algo de novo,
sem pudores, sem horrores,
algo que não sejam apenas cores,
mas toda realidade nunca exposta
então...que se fô da parte ou todo,
açúcar, alho não faz chá pra tolo...
mas tolo é quem se guarda em recato,
nem se mostra em retrato, mas se vê em teatro.
para mim, quero mais que isso...
palavras bonitas trazem o que de belo há,
mas não mostra sempre o que é verdade...
real idade, sincera idade, ver a cidade
com luzes escondendo a nossa maldade!
by Dan Prazeres betwen 06 e 07/05/2008

sexta-feira, 11 de abril de 2008

SINTO

sinto vontade de escrever algo que sinto,
mas não consigo escrever mais nada...
me fogem palavras, e sobram pensamentos
soltos, vagos, perdidos, desencontrados...
não chegam a ser o que sinto que sinto,
pois metade do que sinto encontra-se perdido,
ao alcance de sonhos alheios mais antigos,
que aguardam o encontro escondido
em cada calçada a céu aberto...
o que escrevo é impensado, é o que sinto.
sim! tô viajando em meus sonhos,
que hoje são cada vez mais sonhos,
e muito menos o que eu sinto!
by Danilo Maramaldo em 11/04/2008

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

meio frio

sob o cinza que pintou na minha tarde
carrego o som e a poesia em passos largos
não é pressa, mas é o embalo que me leva,
entre embalagens de balas sabor de menta

não me importa se está meio frio
nem tampouco se ando no meio fio
me equilibro entre a falsa calmaria da calçada,
e a correria das pistas em que desfilam caras

onde busco minha distração me perco,
conto voltas, perco tempo, ganho histórias,
perco histórias em negativos não revelados,
mas comigo ficam figuras, peças d'um teatro

corro imagens imagináveis em partes
formo blocos, corro os olhos, e me demoro
em pistas calçadas por novos cruzamentos
que ninguém repara ou pára para ver mesmo

enquanto o cinza se permite meio frio
é quando a gente se esconde em cores,
e a gente encenando papéis em meio ato,
difarçando e equilibrando todos os lados.

by Danilo Maramaldo em 31/01/2008.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

sempre eu mesmo

sou sempre eu:
me fantasio, me guardo, aguardo
momentos certos para não ver ao certo
e por isso me desfacelo
em pedaços, em gotas, espalho
recados em assoalho de algodão doce
onde deixo bilhetes
em mim, para alguém, eu dedico
meus carinhos, abraços, só eu mesmo.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Bela dança


Para quem procura beleza em verso
Não perca tempo se não entender o que o reveste;
Verso é tradução do que os olhos presenciam,
Do que toca a alma, e do que as mãos suportam escrever.

Verso é momento que se tem em mente,
Sem mentiras, nem necessidade de palavras bonitas;
A palavra mais bonita é aquela bem vivida,
Bem quista, bem sonhada em reais desejos de conquistas.

Conquista não é somente a sua posse,
É ser possuído por um encanto que você se envolve
É querer o momento eternizado em marcos,
E sentir horas em segundos de dança, alegria e saltos.

O verso não precisa sequer ser rimado,
Se o que te inspira já for um algo encantado
Você ri, mas as rimas são simples fatos,
Brotando naturais, sem se fazerem notados.

Se o perfume que fica na pele após a dança,
Se a voz suave embala sonhos mais distantes,
Se a imagem dos fios de sol, e dois pequenos lindos céus
Se parados por um sorriso leve te leva longe dos pés.

O que permite o acaso já é, se caminha,
Foge da rotina, busca o novo, acha um recanto
Onde deposito palavras soltas em canto de carinho
Apenas mostrando o sincero motivo do meu riso.

Dança que aquece um ser belo que conquista,
Em versos de salão espalha ritmos de alegria,
Sorria mais linda do que qualquer outra melodia
Do dia a dia faz pureza o charme que te ilumina.
by Danilo Maramaldo em 24/01/07